As ações sociais hoje em dia têm sido
uma tendência que vem crescendo consideravelmente nos últimos anos, abrangendo
o primeiro setor (governo), o segundo setor (privado) e o terceiro setor (social).
O terceiro setor constitui-se de
organizações criadas por iniciativas de cidadãos com o objetivo de prestar
serviços ao público, tudo sem fins lucrativos. Isso não isenta o governo de
suas responsabilidades, afinal, eles devem somar esforços, já que o terceiro
setor é uma mistura dos princípios dos setores público e privado.
O profissional
de Relações Públicas foi primordial para a contribuição da humanização da
sociedade, a intercomunicação entre os diversos públicos e a compreensão mútua
dos mesmos junto a organizações e suas diversas naturezas. Apesar de ser uma
profissão ainda recente no Brasil, possui bases sólidas apoiadas em sociologias
eficientes para o bem do ser humano, com fundamentação de igualdade de
ideologias, para uma sociedade que deseja ter um desenvolvimento gradativamente
melhor nos próximos anos.
Com certeza o papel do Relações Públicas
hoje dentro das ONGs é fundamental para o sucesso da mesma, pois, além de ter
uma formação que estuda questões a respeito de responsabilidade social e
sustentabilidade, o mesmo possui o domínio e o subsídio para conversar com
todos os públicos, se tornando muito mais viável para questões como fazer o
planejamento, captar recursos, atingir diferentes públicos e alcançar os
objetivos das organizações do terceiro setor. Sua função é extremamente
essencial, facilitando o entendimento sobre o papel das organizações na
sociedade atual. Sustentabilidade, responsabilidade social, maus tratos aos
animais, cada nicho exige uma linguagem específica para que haja o entendimento
das partes interessadas. O problema é que a maioria das instituições sem fins
lucrativos não tem condições de manter um profissional atuante, o que pode
dificultar na obtenção de resultados para suas ações.
Dentro das organizações privadas, o
Relações Públicas tem a mesma importância, porém, seu foco sempre será
trabalhar a imagem da empresa para com a sociedade, responsabilidade social,
relacionamento, parcerias, apoios, patrocínios e eventos, buscando sempre o
aumento de credibilidade e a maximização de resultados das companhias. Podemos
dizer que um bom RP seria capaz de fazer com que todos os setores trabalhassem
alinhados, criando uma engrenagem fluida para a sociedade.
As ONGs podem suprir necessidades que o
governo não consiga atender. Por outro lado, o governo pode fornecer os
incentivos para que, por fim, as empresas privadas possam auxiliar o terceiro
setor na conquista de seus objetivos. Porém, manter uma comunicação harmônica
com os três setores e o público com certeza não é uma tarefa fácil, visto que
os interesses muitas vezes são diferentes.
As inúmeras transformações do século XX nos
fizeram deparar com o crescimento das desigualdades sociais e com a constatação
de que o Estado tem sido ineficaz como promotor da justiça social. Da mesma
forma, discutimos nossa condição de cidadãos e nossos esforços para a
construção da cidadania.
É nesse contexto, marcado pela
impotência do sistema e pela crescente conscientização da sociedade civil, que
se observa uma grande movimentação da população, organizando-se em movimentos,
entidades, sindicatos e associações vinculadas a causas e problemas sociais. Essa
movimentação fez surgir o Terceiro Setor.
Discutir a ação de Relações Públicas no contexto
do Terceiro Setor, conferindo a esta profissão uma dimensão comunitária a favor
de novos públicos, implica o estudo de algumas questões importantes como:
cidadania, participação, comunicação, etc. Neste sentido, direcionamos esta
reflexão buscando um suporte para o entendimento desta ideia.
BEATRIZ Humphreys Atendimento e Planejamento na Lb Comunica, RP, 24 anos. Ligada ao mundo da tecnologia e engajada em causas sociais. |