3.22.2016

Pra fazer sucesso todo mundo tem que reclamar?


A cena se repete TODOS os dias pela manhã: toca o despertador, ajeito-me na cama, coloco os meus óculos e alcanço o celular no criado-mudo, em um movimento que beira ao slow-motion. Primeiro app clicado: Facebook. O que era para ser uma diversão ou doses de pequenas informações antes da labuta, tornou-se um vício miserável que fora amplificado retumbantemente nestes tempos de ‘Fla-Flu’ político. Nem bem abro os meus olhos e já sou bombardeado virtualmente com diversas opiniões, links, likes, shares, agradecimentos e xingamentos de amigos, amigos de amigos e desconhecidos.

O que será que eu fiz para merecer estar nesta seara virtual, nesta guerra de exércitos empunhando os seus teclados atrás das telas dos computadores como armas prontas para descarregar a artilharia pesada? Olha só, caro leitor, não vou ficar aqui lembrando de tudo, mas confesso, categoricamente, que sim!, eu fiz muito por merecer! Como dizia Raul Seixas, na música Eu Também Vou Reclamar: “é que se agora pra fazer sucesso (...) todo mundo tem que reclamar”. Do mesmo jeito que sou bombardeado, bombardeio. E aqui cabe mais um segredo: eu adoro isso!

Cada post gera uma réplica, que gera uma tréplica, que gera outra ‘quadréplica’ e por aí vai, seja lá quantas ‘éplicas’ o conhecimento (ou não) do determinado tema permitir. Deve ser por isso que, hoje, parece que somos verdadeiros ‘especialistas em assuntos aleatórios’. De política à física quântica, passando por esporte ou economia, todo follower tem algo a dizer (teclar). Do político corrupto ao pênalti mal marcado, cada uma das discussões nas redes sociais vira um épico e hérculeo combate virtual.

E como são diversificados os personagens que encontramos na social media. Destaco alguns tipos específicos: tem aquele que opina por opinar, o que compartilha um post de uma personalidade que admira, o que busca links em portais sérios para dar embasamento à discussão ou o que se deixa levar por fontes nada confiáveis e é desmascarado e ridicularizado. Por experiência, e por ter vestido, pelo menos uma vez, a ‘carapuça’ desses personagens, digo que todos são extremamente perigosos.



 “Mas, afinal de contas, o que você quer com essas suas discussões no Facebook: doutrinar as pessoas e dominar o mundo?” Pode se perguntar o incrédulo leitor. Sinceramente, não sei responder à pergunta por completo. O que sei é que não quero só pessoas que tenham o mesmo pensamento que o meu na minha roda de amigos, real ou virtual. Já imaginou que chatice sentar ou teclar para conversar com quem só concorda com você? A divergência saudável de ideias faz a gente crescer ou mesmo ampliar a nossa visão de mundo, quer concordemos ou não com determinado posicionamento.

Se as “redes sociais deram voz a uma legião de imbecis”, como bem escreveu o escritor e filósofo italiano Umberto Eco (1932-2016), talvez eu seja um desses imbecis. Agora, se vou permanecer esse imbecil é algo que só o meu próximo post no Facebook pode responder. Gostou? Mereço um like ou dislike?


MARCOS Vargas
Assessor de imprensa na LB Comunica
rockeiro e palmeirense, fã de livros biográficos e sobre política

3.17.2016

É hora de empreender



Nos tempos atuais, a realidade do trabalho com “CLT”, sancionada em 1943, caracterizado pelas leis do trabalho, é outra. A taxa de desemprego, em 2015, cresceu 8,4% se comparado com 2014. Enquanto os órgãos competentes trabalham para recuperação do País, por que não mostrar ao Brasil o que nós brasileiros sabemos fazer: não desistir nunca?!

As leis trabalhistas foram consolidadas há 73 anos, quando o cenário era outro. Hoje, temos muito mais recursos e conhecimento ao nosso alcance. Smartphones, tablets, redes sociais, infinidade de aplicativos e, enfim, internet, ah a internet, nossa grande aliada contra a falta de acesso à informação e de ideias. Nessas horas de crise, recessão e até perda de esperanças (algumas vezes), proponho uma abordagem diferente: é a hora de empreender! Com vontade, um pouco de coragem e disciplina podemos colocar as ideias para fora, realizar sonhos e projetos, fazer acontecer!

Todos nós podemos ser empreendedores e para isso devemos perder o medo e deixar fluir nossa busca inerente pelo sucesso, vontade de crescer, aprender e ensinar ao próximo. Esteve Jobs, um dos maiores empreendedores do século, seguiu suas aspirações num mercado dominado por grandes nomes da tecnologia, e transformou a “maçã” numa das empresas mais valiosas do mundo. A trajetória de sua revolução digital é contada no livro publicado em 2011. Sem dúvidas, sua história serve como inspiração.
 


























Nessa jornada, podemos usar um talento como trabalho, um costume como fonte de renda, um dom como forma de reconhecimento e uma atitude para mudar a nossa vida e de outras pessoas. Uri Levine, um dos criadores do aplicativo de trânsito Waze, dedica o sucesso da Startup: “Há somente duas motivações para empreender: sonho e paixão”, em discurso realizado durante o Evento - Movimento empreenda, em 2014. Uri é um dos exemplos de que é possível transformar situações caóticas em um negócio de 1 bilhão, já que a ideia surgiu após procurar uma solução para driblar o trânsito.
 
Seja a pessoa que cria oportunidades e escolhe seu próprio caminho. A crise pode ser a nossa aliada, é uma arma poderosa para criarmos negócios de sucesso e fazermos transformações.



CAMILA Louise
Estagiária de Atendimento na LB Comunica,
fã de Frank Underwood que respira conhecimentos gerais.

3.15.2016

A advocacia e a mídia







Quando você quer vender seus produtos (bens tangíveis ou serviços), tem de divulgá-los. De outra forma, como ter êxito? A menos que você more em uma pequena aldeia e seus talentos sejam conhecidos por todos, não basta fazer, é preciso mostrar a todos o que faz.

Mas a comunicação encontra obstáculos quando se trata de algumas atividades profissionais, como a medicina e o direito. O Código de Ética da OAB SP, por exemplo, contempla uma série de restrições. Proíbe qualquer tipo de divulgação que vise a mercantilização da atividade e a captação de clientes. Alguns exemplos são o envio de mala-direta, de brindes, de patrocínio. Bem diferente do que ocorre em outros países, como os Estados Unidos, onde é comum ver até outdoors de advogados e escritórios.

Então, como oferecer esse tipo de serviço a quem ainda não é cliente?
 




Em recente treinamento (media training) que tive a oportunidade de ministrar em um grande escritório de advocacia, as principais dúvidas dos advogados eram a respeito do que é permitido fazer em termos de marketing e como isso funciona nas redes sociais. No Brasil, embora praticamente tudo seja vedado em termos de comunicação nessa área, existe uma tendência de abrandamento dessa política. O que tem sido aceito é a participação de advogados na imprensa, com a publicação de artigos e a divulgação de opiniões em matérias.

Com isso, é possível comentar sobre o entendimento da Justiça a respeito de determinado assunto, explicar conceitos jurídicos que podem ser relevantes para que o leigo entenda algum fato do cotidiano, falar sobre teses que eventualmente beneficiem o leitor do veículo, promover discussões sobre questões polêmicas, tratar de leis que entraram ou ainda irão entrar em vigor.

Quanto às redes sociais, especialmente o Linkedin, parece-me acertado usá-lo de forma a enriquecer o debate e trocar ideias. A partir disso, interessantes temas podem ser levantados para a exposição na imprensa, muito mais para demonstrar a expertise e aprofundar certos assuntos, o que certamente contribui para sua imagem, do que propriamente para vender o serviço. 

Dessa maneira, o advogado pode não só contribuir com seu conhecimento para benefício do segmento jurídico e do público leitor em geral, mas mostrar sua opinião – e o valor dado a ela, por ter sido publicada em um veículo de comunicação - a quem já faz parte de sua carteira, com o objetivo de fidelizá-lo.

ADRIANA Gordon
Coordenadora de redação da LB Comunica,
advogada e mãe em tempo integral

3.10.2016

A dificuldade para opinar


Hoje em dia, expor a sua opinião é praticamente uma missão impossível.
No mundo em que vivemos, o que você fala precisa ser o mesmo que a maioria, senão, você é taxado de algo ruim,  pelo simples fato de ter outro pensamento.
Está cada vez mais difícil a comunicação entre pessoas, é preciso tomar cuidado com as palavras para não ser mal interpretado. Acho isso muito ruim, se as pessoas ouvissem mais e respeitassem os conceitos alheios, tudo seria melhor.


    
Quem trabalha diretamente com comunicação deve ter efeitos colaterais mais dolorosos. Para os jornalistas escreverem as matérias ou os publicitários criarem uma campanha é necessário medir os termos. Qualquer palavrinha mal colocada pode gerar um grande estrago sem fim.
Existe uma GRANDE diferença entre TER uma opinião e JULGAR uma opinião. Talvez esse seja o maior problema, nós confundimos uma coisa com a outra.
 
Portanto, parem de MIMIMI!!! ;)

PAULA de Camargo 
Recepcionista da LB Comunica,tranquila, simpática e sorridente,
é apaixonada por The Walking Dead e tocar bateria.

3.08.2016

Feliz Era Da Mulher



Parei para analisar um pouco sobre a luta das mulheres durante séculos e percebi o quanto as manifestações, indagações e perdas nos fizeram ser o que somos hoje: fortes. O fato é que vivemos uma nova era pelo direito e igualdade das mulheres, o cenário mudou e as perspectivas também. A história que nos trouxe até 2016 foi sofrida e mostrou que uma ideologia igualitária pode, sim, superar as barreiras do tempo.


A nova era da mulher nos trouxe livre arbítrio sobre muitos aspectos: o direito de votar, trabalhar (fora ou não), ter filhos, casar, estudar, enfim, hoje somos donas de nossos próprios destinos e tempos. É difícil imaginar que há alguns anos essas escolhas não existiam. Com isso, quero lembrar o quanto somos afortunadas por sermos mulheres no século XXI.
 

Não devemos nos esquecer da história, das mulheres que passaram por ela e das lutas enfrentadas. Mas, principalmente, precisamos lembrar que essa nova era é nossa, estamos escrevendo o futuro de nossas próximas gerações e ainda temos muitos direitos a conquistar. Eu, como mulher, desejo sempre que mais escolhas se tornem rotina na vida de todas.

CAMILA Louise
Estagiária de Atendimento na LB Comunica,
fã de Frank Underwood que respira conhecimentos gerais.

3.03.2016

Habitica: seu novo gerenciador de tarefas



Sempre procurei programas para organizar minhas tarefas e achava os que encontrava bem chatos ou complicados de usar, mas isso mudou desde que conheci o Habitica, um organizador bem simples, cujo diferencial é ele ser também um jogo, estilo RPG. Nele, os hábitos da sua rotina são transformados em monstros que você precisa derrotar.
Quanto mais disciplinado o usuário for, melhor será o desempenho e com isso ele ganha vidas, pontos, prêmios, equipamentos e muitos mais para o seu   personagem. Para conquistar tudo isso, precisamos preencher tabelas, que são divididas em três partes:

Hábitos – coloque coisas que você quer continuar fazendo ou parar de fazer, por exemplo dormir cedo, fumar. Quando conseguir esse hábito, marque positivo ou negativo. + ganha moedas, - perde vidas.

Tarefas diárias - o que você faz todos os dias. A pessoa tem até meia-noite para completar a atividade.


Afazeres – coloque coisas que você tem para fazer apenas um vez. Trabalho para a faculdade, pesquisa, tarefa de casa e por aí vai.



Tarefas podem ser compartilhadas e o pessoal pode participar de desafios com os amigos.
O resto é só diversão! Compre seus equipamentos e vá para a batalha!

Quer conhecer o Habitica? Clique aqui e acesse.



GUSTAVO Mota
Coordenador de criação na LB Comunica,
brasiliense admirador de Paintball e Poker

3.01.2016

Reações emocionais fundamentais da comunicação




Afeto, dor, prazer, excitação, estranhamento e aversão são algumas das respostas do público ao ver filmes - publicitários ou não, escutar músicas e jingles, ler textos ou ser surpreendido na rua com algum tipo de ação - comercial, de divulgação de produtos ou um lançamento qualquer.  

Costumo fazer uma comparação das atitudes das pessoas na vida real e nas redes sociais. Inclusive, o que me inspirou a fazer este post, tenho que confessar, foram os novos botões do Facebook (rsrsrs). Em inglês, eles se chamam: "Love", "Haha", "Wow", "Sad" e "Angry". No Brasil, as “reações” são "Amei", "Haha", "Uau", "Triste" e "Grr", respectivamente. Apesar de em São Paulo ser diferente...
  
Nosso comportamento atual nas redes sociais prova que as emoções falam mais alto na hora de compartilhar algo. Pode ser comovente e linda a história dividida, mas talvez seja algo que deixe as pessoas irritadas ou tristes. Quanto mais intenso, melhor.

Com campanhas publicitárias também funciona assim. Além de criativas, elas têm dez vezes mais chances de ficar gravadas em nossas memórias de longa duração se forem capazes de emocionar, levando em consideração também que uma pessoa assiste, em média, diariamente, a 90 propagandas. Com este bombardeio de conteúdos, é previsível que grande parte delas seja ignorada.  

São bem-sucedidos os conjuntos de esforços de marketing capazes de conversar com o repertório emocional de cada um, ou seja, aquilo que todos já têm pré-concebido, o que consegue passear por vários sentimentos ao mesmo tempo, a chamada jornada emocional e, principalmente, os que despertam emoções negativas. Juro!

Segundo o meu estudo sobre neurociência para compor este texto, aquela ideia fofinha de felicidade geral e gente dançando sem motivo aparente talvez não seja a melhor saída para atingir o sistema límbico do cérebro das pessoas. Como somos seres complexos, nos sentimos mais instigados quando provocados por um misto de sensações.

A ficção já aprendeu isso há algum tempo, assumindo um comportamento mais rebelde e arriscado nas narrativas, com personagens que vivem na zona cinzenta e nenhuma garantia de final feliz.

Apesar dos avanços da tecnologia e da neurociência, ainda hoje não é possível medir as sensações refletidas nas pessoas no nível de detalhe desejado.

A descoberta da jornada emocional concluiu que quanto maior o passeio que o consumidor fizer pelas dimensões de afeto, dor, prazer, excitação, estranhamento e aversão, mais rica e eficiente será a comunicação.

Para exemplificar, deixo aqui um filme argentino, criado para a Coca-Cola, que tem uma jornada emocional supervariada que envolve e deixa o público curioso para assistir até o final.





ADRIANA Pinheiro
Redação e Assessoria de Imprensa da LB Comunica,
curte uma boa caminhada e vive acompanhada de seus sons e notas musicais