8.21.2019

Imprensa de direita x Imprensa de esquerda



Atualmente vemos uma disputa sanguinária entre os veículos que defendem uma linha editorial de direita e outros de esquerda. O jornalismo independente vem ganhando espaço na internet, e com isso o posicionamento político é abertamente divulgado, casos de O Antagonista e do The Intercept Brasil, que vivem guerreando entre si.

Quem lê esses veículos claramente percebe a linha editorial e a narrativa das notícias. É necessário entender que o “lucro” é a mais importante das ideologias para estas mídias. Muitas vezes não interessa quem está errado, mas sim quantos vão comprar ou concordar com a notícia para divulgar os crimes do oponente. Conservadores dirão que a maioria dos jornalistas são de esquerda, e o contrário também vai ocorrer, mas a grande verdade e realidade é que o jornalista quer vender o seu furo, pelo maior preço e nível de circulação possíveis.

Essa batalha de versões não beneficia em nada o Brasil. A população brasileira, que na sua maioria não se informa, acredita naquilo que lê por redes sociais, que espalham as chamadas Fake News. Com isso, a população fica desinformada e elege políticos completamente despreparados para o cargo. 

Esse confronto de direita x esquerda certamente vai se acirrar nos próximos anos. O que fazer então para não se inflamar e acreditar em mentiras? A saída é ler bastante sobre os temas, se informar, analisar, votar naquilo que acredita e ser firme com suas convicções. Não existe quem está certo ou quem está errado, existem sim maneiras de enxergar situações de formas diferentes. É preciso respeitar a opinião do outro, mesmo não sendo a mesma que a sua. Tenho amigos que divergem de minhas opiniões, mas nem por isso perdi a amizade com eles. Outra coisa importante e um conselho: discutir por rede social não leva a nada, somente a mais contendas. Guarde seu ponto de vista e fale pessoalmente, é melhor. Se não puder se expressar diretamente, não escreva nada. 



DIOGO Cardoso
Redação e Assessoria de Imprensa na Lb Comunica,
Jornalista pela UNIP, gosta de jogar e assistir futebol, passear com a família,
rir, viajar, e ver filmes. Preza por uma vida tranquila e de fé.

8.14.2019

Empresa e cliente – Dados recompensados?



Todos os dias, alimentamos o mundo com nossos dados. Ao usar um aplicativo de trânsito, ao buscar uma viagem na internet, ao solicitar uma refeição pelo smartphone, ao utilizar o cartão de crédito para uma compra qualquer, estamos constantemente contando nossa vida. Informamos a que horas e o que comemos, onde estamos, para onde vamos, o que preferimos consumir. E isso sem falar na exposição por meio das redes sociais. Abrimos tanto nossa rotina quanto os acontecimentos extraordinários a quem nos vende alguma coisa e, eventualmente, a quem tenha acesso a esses dados indiretamente, seja pelo repasse deles pela empresa com quem tivemos contato direto, seja por uma apropriação ilegal, no caso de ação de hackers. 

A informação é o bem mais valioso (ou um dos mais) que temos e abrimos mão disso cotidianamente, sem cobrar, sem cuidar. Mais: nós mesmos entregamos esses dados, fornecemos em troca de novas comodidades trazidas pela tecnologia.

Se você procurar um pacote de viagem pela internet, vários sites ficarão enviando mensagens e ofertas para aquele destino, durante algum tempo. Os players do mercado saberão para onde você quer ir, em que época do ano, com quantas pessoas, de que faixas etárias. Assim, com os seus dados somados a de muitos outros, poderão tomar decisões estratégicas para seus negócios, como oferecer mais pacotes para aquele lugar, aumentar preços pela alta demanda, abrir novos serviços relacionados à localidade pesquisada.

Lembro de ter participado de pesquisas de opinião, em que uma marca chamava um grupo de pessoas (por exemplo, meninas adolescentes) antes de lançar um produto. Se querem colocar um novo sorvete ou um absorvente no mercado, reúnem potenciais consumidores  e pedem opinião sobre a embalagem, o formato, o texto e os personagens escolhidos para o comercial de TV. Feita a pesquisa, a empresa que a conduzia oferecia um brinde ou até pagamento em dinheiro pelo seu tempo e opinião.

Hoje, companhias até podem se valer de pesquisas, mas buscam novas formas de saber mais sobre seus clientes atuais e potenciais. Nos últimos dias, divulgou-se na imprensa matéria sobre empresa que aposta na experimentação grátis de vários de seus produtos. Outra notícia veiculada há poucos dias falava de tecnologia para obter certas informações, como um sensor dentro de fraldas descartáveis. O objetivo revelado é de que seja útil para mães e pais monitorarem o sono e a higiene de seus bebês.

Mas, em tempos de maior preocupação com a cibersegurança e diante da Lei Geral de Proteção de Dados (a LGPD, Lei n⁰ 13.709/2018, que entra em vigor em 2020), qualquer coisa ligada à internet apresenta o risco de ser acessada por terceiros. Daí, surgem vários questionamentos pertinentes: 
- Como proteger os dados de quem nem pode dar consentimento para seu uso, como os bebês e menores de idade?
- Quais as precauções possíveis que o consumidor pode tomar para evitar fornecer dados que possam prejudicá-lo?
- Para uma empresa, como construir e manter uma relação de confiança com seu cliente em relação à proteção de dados?
- Como o consumidor deve ser “recompensado” pelas informações úteis que transmite à empresa, que vai utilizá-las para ter mais sucesso em seu negócio?

São tempos difíceis e questões delicadas. Novos perigos e pouco cuidado, até o momento.


ADRIANA Gordon
Coordenadora de redação da LB Comunica,
Advogada e mãe em tempo integral

8.07.2019

A balança emocional


O quesito “emocional” na gestão de carreira não é importante somente para nós, profissionais de comunicação, mas para todas as áreas em geral.

Mas como comunicadora, que vive nessa rotina maluca das agências, pergunto: como eu, que lido com prazos, cobranças, alterações e todas as emoções possíveis no dia a dia, consigo manter um emocional saudável? E por que ele tem que ser saudável?

Vamos lá, invertendo a ordem começamos respondendo à segunda pergunta: ele tem que ser saudável pela questão óbvia de que você não deve se deixar ficar doente por conta de trabalho, você precisa ser a sua prioridade! Não adianta nada você produzir de maneira insana e estar exausto, irritado, chateado, etc, porque uma hora seu corpo vai parar. Lembro de uma época em que caí na ilusão do “deixa comigo” e estava fazendo mil coisas ao mesmo tempo, e meu corpo foi parando aos poucos sem que eu percebesse. Primeiro veio a falta de memória, depois o consumo excessivo de café, os choros sem motivos, etc. E por que eu estava fazendo tudo isso? Tentando dar conta de coisas que obviamente eu não podia? E claramente, por estar tão exausta não fiz o meu melhor trabalho, sendo que simplesmente eu devia ter sido sincera comigo mesmo e pedido ajuda. 

A grande verdade é: talvez você nem tenha tempo para ler este texto até o final, mas se tiver espero que você olhe mais para você, não somente em momentos difíceis, comece agora. 

Nós não somos super-heróis, e se até eles têm suas fraquezas, quem sou eu para querer dar conta de tudo? A área de comunicação é uma loucura, todos estão sempre ligados no 220V, você precisa dar conta de todos os projetos, da demanda diária, de ter networking, da sua vida pessoal, de estar antenado e ainda precisa ter uma mente criativa para produzir mais. Mas como fazer tudo isso se você não olha com carinho para a peça mais importante de tudo, que é você?

Não é fácil implementar esse autocuidado, mas você precisa pelo menos tentar. Ao atender a toda essa demanda, esquecemos que cuidar da nossa saúde é essencial. Então o que eu quero dizer é: pare de vez em quando. Respire, peça ajuda. Tenha um tempo seu para fazer aquilo que você gosta, leia um livro, respire ar puro, conte até cinco. Pode ter certeza que esses momentos de relaxamento farão total diferença no seu dia a dia, na sua saúde e até mesmo na sua produtividade.

NAYARA Queiroz
Atendimento e Planejamento na Lb Comunica,
Entusiasta da cultura pop e fã de gatos, também ama
conhecer hambúrgueres e cervejas artesanais

7.31.2019

Publicidade e Propaganda é a profissão do futuro


Imagine um lugar vazio. Sem cor, placa, adesivo, escrita, imagem. Sem propaganda. Imagine lojas e empresas sem identificação ou divulgação. Muita gente ainda não tem noção do que um publicitário faz e as diversas áreas em que pode atuar com essa profissão. Ao ingressar na faculdade, sempre tem aquele parente que pergunta o que um publicitário pode fazer e, ao responder que ele pode fazer até mesmo os comerciais que tanto passam na TV, os familiares sempre respondem: “Que legal! Você vai aparecer na televisão”. Isso quando não pensam que publicitário só faz panfleto.

Tudo o que foi dito no início do texto representa um lugar, visualmente falando, sem publicidade e propaganda. Só seria possível fazer uma propaganda verbal, “boca a boca”, todos os dias. E qual graça teria? Nenhuma. As artes produzidas pelos designers colorem as cidades e dão identidade para muitas empresas. Propaganda vem de propagar novas ideias, causar um share of mind no consumidor, dessa forma fazer ele identificar a marca com facilidade. O que seria do Mc Donald’s se não fosse uma equipe de comunicação? Ninguém conseguiria associar o vermelho, amarelo e o M curvado à marca.

É necessário a publicidade e propagada para tudo. As empresas precisam de uma identidade visual e o publicitário que opta pela área de criação pode executar essa tarefa.  Além disso, as empresas, desde sua fundação, precisam estar antenadas perante o mercado em que atuam e sempre realizar ações para se igualar ou se sobressair em relação à concorrência. Para isso, o profissional de planejamento tem o dever de estudar o mercado que o cliente está inserido e desenvolver novas estratégias de comunicação. E se as coisas ainda assim derem errado, o profissional da área de pesquisa tem que intervir e descobrir o que está acontecendo, aplicando pesquisas direcionadas para o público do cliente. 

Sabe aquele produto que você viu na televisão? A propaganda também está no meio disso. Desde a criação da embalagem, texto dos comerciais, tática de mídia. Ah, falando nisso, os profissionais de mídia também são responsáveis por colocar os produtos das empresas em vários veículos, como televisão, rádio, revista, jornal e etc. São muitas áreas para uma profissão só. 

Um lugar muito rico em propaganda e comunicação no geral é a Times Square, em Nova York, nos Estado Unidos. Não dá para imaginar ela sem os painéis de LED, divulgando as marcas, e sem as fachadas gritantes dos estabelecimentos por conta de suas cores. O mais bacana é que, com o avanço da tecnologia, a propaganda também tem ganhado vários formatos no Brasil. Até nos relógios de rua, aplicativos, sites, vídeos têm propaganda atualmente. Para tudo dá-se um jeito de incluir essa profissão. Comece a reparar ao seu redor e me diga: essa é ou não é a profissão do futuro?


THAUANE Diniz
Atendimento na Lb Comunica,
Estudante de PP, apaixonada por comunicação e atriz aos fins de semana.

7.24.2019

É hora de dizer adeus ao número de likes





Em uma sociedade na qual se resume muita coisa em números, ir no caminho contrário é realmente polêmico. Há quem diga que foi jogada de marketing, outros que foi uma ideia pelo bem-estar social, mas a verdade é que o Instagram realmente cumpriu o que prometeu tempos atrás e tirou a contagem numeral de curtidas das fotos do seu feed. Não é mais possível ver quantas pessoas curtiram a foto de uma conta que você segue, mas nas suas fotos você continua tendo essa informação.

A ação causou muitos comentários nessa semana. Dentre tantos, é possível destacar duas frentes: aqueles que acham mesmo que o Instagram está tentando ajudar a diminuir os danos que a comparação desenfreada de quantidade de likes está despertando nas pessoas que, hoje, não se veem mais sem a ferramenta, e aqueles que acreditam que tudo não passou de uma jogada de marketing bem pensada para atrair ainda mais o público.

Verdade seja dita, de ambas as maneiras, a ideia da plataforma foi muito bem pensada e atraiu olhares até daqueles que não são fãs das redes sociais. Analisando pelo teor de bem-estar nas redes sociais pela diminuição de comparação com grandes contas e “rivais” virtuais ou por atrair olhares para o Instagram e fazer ele bombar ainda mais (afinal, é assim que aplicativos sobrevivem em um mundo capitalista).

Há também uma terceira frente que minimiza a ação e garante que ela está tentando defender aqueles que são considerados minorias. Mas você se engana se acredita que eles estão felizes com isso. Porém, essa frente não deve ganhar voz. Até porque a liberdade de ser é o que importa mesmo no momento.

A verdade é que chegou o momento de se importar menos com o número do amiguinho e se interessar mais por aquilo que realmente deveria ser valorizado: o conteúdo. Em tempos que tudo vira notícia, em que a liberdade de expressão ganha um novo significado, vale você seguir e “dar like” naquilo que realmente te interessa.


LETÍCIA Rizzo
Assistente de Redação na Lb Comunica,
Amante de bons livros e viagens apaixonantes.

7.17.2019

Os incríveis anos 80 da publicidade


Como não se lembrar dos anos 80? A década do auge da publicidade na televisão, momento em que as agências de propaganda criaram os comerciais mais marcantes e que são lembrados até hoje pelo público.

Nos anos 80, as emissoras de TV recebiam uma grande fatia das verbas de publicidade e as agências de propaganda ainda eram, na sua maioria, de capital nacional.

A criatividade tinha que ser o diferencial, pois os recursos técnicos das produtoras e das agências eram escassos na época. As animações e as músicas precisavam ter uma qualidade absurda. Podemos citar diversos cases de sucesso da época, que são lembrados até hoje pelos seus slogans, garotos propagandas, jingles e prêmios, até no Festival de Cannes. Isso mostra o quanto a publicidade dos anos 80 ficou marcada no cenário nacional e até mesmo no mundial. Na época, o Brasil era reconhecido como um dos países com os comerciais mais criativos do mundo.

Quem não se lembra do Garoto Bombril, interpretado por Carlos Moreno, que até hoje é chamado para comerciais por conta desse personagem? Recentemente, ele fez o comercial do Serasa Experian, no qual pegam o gancho da época em que ele era o Garoto Bombril e que fez a “limpeza do nome” das pessoas que estavam endividadas. 


Um comercial marcado pelo seu jingle e que é lembrado e cantado até hoje é o do Big Mac, do McDonald’s, o famoso “dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles e um pão com gergelim” (aposto que você leu cantando). Essa música, com certeza, é um dos maiores sucessos aqui no Brasil, utilizada até hoje para o comercial do produto.


Agora, como não lembrar de uma das propagandas que nos anos 80 teve uma grande repercussão, considerada uma das mais famosas criações da publicidade brasileira? O comercial da Valisere ficou marcado pelo slogan “O primeiro sutiã a gente nunca esquece”. A propaganda foi produzida em 1987 e criada por um dos maiores profissionais da área, Washington Olivetto. A frase, por ser tão impactante, deixou a publicidade para entrar no linguajar nacional. Assim, foi utilizada para falar de romance, ação, aventura e esporte. As pessoas até hoje usam o bordão “o primeiro a gente nunca esquece”, ou seja, acabou se tornando parte da cultura popular.

O comercial foi premiado com um Leão de Ouro no Festival de Cannes. Com isso, podemos notar a importância que ele teve para a publicidade brasileira, que teve seu trabalho exposto para o mundo. 


Poderia citar mais outros dez comerciais que foram sucesso, mas com esses três cases já dá para notar como a década de 80 foi importante para a publicidade. Talvez, a época mais criativa e que mais alavancou as marcas, as quais, a grande maioria, hoje são líderes de mercado e pioneiras nos segmentos que atuam aqui no Brasil. Isso tudo por causa de comerciais marcantes e criativos que até hoje são lembrados.


GUILHERME Boleiz
Criação na Lb Comunica,
Fanático pelo Palmeiras e viciado em cinema, a academia é minha segunda casa.



7.10.2019

Mídias Sociais X Redes Sociais


Você sabia que existe diferença entre as mídias sociais e as redes sociais? Atualmente, é muito comum ouvirmos pessoas falando sobre esses dois termos devido à popularização do mundo online. Ouvimos também muitas pessoas usando essas palavras como se tivessem o mesmo significado. Isso pode ser observado até em conversas de profissionais da área. Porém, para que se tenha um melhor desempenho em campanhas e até mesmo na hora de apresentar um trabalho para um cliente, é importante saber diferenciar essas palavras e usa-las de forma correta.

A confusão começa no fato de muitas pessoas acharem que essas expressões apareceram agora com a chegada das mídias sociais. Porém elas já existiam antes da tecnologia evoluir tanto e, com o surgimento das plataformas digitais de interatividade, esses termos foram adaptados para a web.

Uma rede social, por exemplo, pode ser explicada como uma rede que promove a conexão de um determinado grupo de pessoas, que compartilha diversas informações. Seja virtual ou não, serve para aproximar indivíduos, os deixando interligados. Depois do surgimento dos ciberespaços, a expressão continua tendo esse significado, só que pode ser tanto presencial quanto online.

Já uma mídia social pode ser considerada um canal de veiculação de informações. Representa a produção de conteúdo que todos podem visualizar. O principal objetivo dessa mídia é a produção e divulgação de material, também permite que outras pessoas interajam. As relações não são tão próximas e ficam em segundo plano.

É importante que os profissionais da área de comunicação estejam cientes dessa diferença para utilizá-las em seu cotidiano de forma correta.


E aí, você já sabia diferenciar esses termos? Entendeu a diferença? Espero que sim!

MILENA Assis
Atendimento e Planejamento na Lb Comunica,
Apaixonada por viajar, cozinhar para quem ama e instrumentos musicais.

7.03.2019

Deu ruim! O que pode dar errado nas campanhas de marketing?


O objetivo de uma campanha de marketing ou publicidade é sempre beneficiar uma marca ou produto, seja para o alcance de novos públicos, alavancar as vendas ou apresentar novidades.

O problema é que uma campanha ruim pode trazer danos irreparáveis para a imagem da empresa, assim como impactar seu lucro. Confira abaixo alguns erros básicos para se evitar:

1. Não conhecer seu público-alvo e persona

Antes de iniciar, é preciso definir seu target. Em algumas situações, pode até parecer que a campanha atinge a todos, mas tentar abraçar o mundo é um grande erro. Sem definições de público é impossível atingi-los com sucesso.

Clique aqui para entender um pouco mais sobre público-alvo e persona.

2. Não se importar com o tom e o conteúdo das peças publicitárias

Ser pouco cuidadoso com o conteúdo visual e escrito pode levar a campanha para um lado totalmente oposto do desejado. Analise a possibilidade de margem para interpretação errada e, se for tratar de questões sensíveis e polêmicas, escolha uma abordagem que não seja ofensiva para nenhum público.

3. Não analisar as métricas

Sem as métricas não é possível saber como está o desempenho da campanha. Dentre muitas delas, podemos destacar o ROI como uma das mais importantes. Ele nada mais é do que o retorno sobre o investimento, ou seja, mostra quanto você ganhou ou perdeu para cada real que gastou.

4. Não prestar atenção em seus concorrentes

Podemos aprender com nossos erros, mas também tirar algum ensinamento dos cometidos por outros. Pesquisar o mercado, analisar e acompanhar as ações do mesmo setor são maneiras de medir o próprio trabalho. Isso está longe de ser uma cópia. É importante ficar antenado para definir o posicionamento de seu negócio.



KAROLINA Barros
Criação na Lb Comunica, 
Curte ouvir variados estilos de música e adora podcasts




6.26.2019

A nova grife da imprensa e o jornalismo partidário!



A imprensa brasileira, assim como em grande parte do mundo, tem sofrido há algum tempo um fenômeno revolucionário desde que a internet abriu novos caminhos e fronteiras para diferentes formas de comunicação e veiculação de notícias. As grandes grifes tradicionais do jornalismo viram desabrochar uma “imprensa” alternativa, atrelada às novas tecnologias, à interação com os usuários e à aproximação entre leitores e jornalistas por meio de redes sociais, como o Twitter.

Os veículos de imprensa que fogem da linha-mestra, como os sites de notícias vinculados a jornais de renome internacional que não possuem no Brasil versão impressa ou os que pertencem a jornalistas de renome, têm dado uma grande contribuição à pluralização do acesso à informação, porém junto deles também têm-se levantado algumas questões importantes para a formação de opinião dos leitores, entre as principais, o “jornalismo partidário”.

Sem entrar no mérito do possível partidarismo da imprensa A ou B, pois de fato não é o objetivo deste texto, não raro vemos que as redes sociais e seu já conhecido exército “policialesco” têm, independente do viés político dos followers, atacado constantemente esta ou aquela mídia para desmerecer o conteúdo ali publicado ou o profissional responsável por determinada matéria.

Mas e para as assessorias de imprensa? Como deve ser pautada a relação entre veículo-assessor-porta-voz, uma vez que o cliente decida por não politizar sua expertise ou seu posicionamento? Uma das primeiras ideias que tomo como base é a de antecipar o viés discursivo do veículo lendo matérias de arquivo, pesquisando a reputação, consultando amigos e colegas que já tenham feito alguma pauta com algum jornalista destes sites, etc.

Do outro lado do balcão, é preciso municiar o porta-voz com o máximo de informações sobre a nova mídia, explicando sua importância para a divulgação da empresa, mas alertando-o quanto a um possível enviesamento da entrevista. A depender da relevância da pauta ou da solicitação, caso seja uma iminente gestão de crise, pode-se optar até pelo media training antes de qualquer conversa, a fim de padronizar a comunicação e evitar as costumeiras pegadinhas dos jornalistas.

O novo paradigma do jornalismo brasileiro traz inúmeros desafios às assessorias de imprensa. Se por um lado a ampliação no número de veículos de comunicação tem participação importante na busca de novos espaços para a expertise dos clientes – ainda mais neste momento delicado pelo qual passa o mercado jornalístico com os “passaralhos” e o fechamento de redações –, por outro implica em grande preocupação e precaução quanto ao jornalismo praticado por determinado veículo e à reputação do cliente.

Isso se deve ao fato de que a grande questão é que estes novos veículos de comunicação têm despertado interesse dos leitores, principalmente quando assuntos bombásticos são publicados, como denúncias, escândalos, informações obtidas com exclusividade, etc. Na imensa maioria das vezes, é percebida uma notória ampliação exponencial na sua base de leitores, fato que pode ser medido sem muita dificuldade pelas redes sociais, como Facebook e/ou Twitter. 

Portanto, ignorar as novas grifes da imprensa na atual conjuntura, para as assessorias, pode ser um erro – salvo em raríssimas exceções. É preciso, entretanto, estar atento ao DNA do veículo de comunicação, tendo sempre à mão argumentos, defesas e subsídios tanto para explicar ao cliente a importância de aparecer em determinada matéria, como também para os possíveis caminhos que a entrevista pode tomar. É dever do assessor tomar todas as precauções!

MARCOS Vargas
Redação e Assessoria de Imprensa na Lb Comunica,
Rockeiro e palmeirense, fã de livros biográficos e sobre política
  


6.19.2019

Uma boa comunicação no ambiente de trabalho é indispensável para o sucesso


Como se ouve por aí: a comunicação é uma arte. E realmente é mesmo. Uma palavra colocada do jeito errado pode trazer muito desconforto. Além disso, o diálogo é uma das necessárias competências para todas as pessoas, principalmente no mundo corporativo.

Com o avanço tecnológico, amplia-se a importância do domínio da comunicação no ambiente profissional, seja na parte escrita ou oral. A exigência atualmente no mercado de trabalho é enorme. Sendo assim, o profissional necessita aperfeiçoar a sua comunicação, sendo claro, conciso e direto. Hoje, os aplicativos de trocas de mensagens estão em alta na comunicação interna das empresas. Mas é preciso tomar alguns cuidados na hora de escrever, pois as interpretações na escrita são diversas. Se tiver alguma dúvida, é melhor mandar a mensagem em áudio, pois o entendimento fica mais evidente.

Quanto mais envolvidos e bem informados os trabalhadores estiverem, mais empenhados e felizes eles estarão para realizar as suas atividades.

Os funcionários não devem ter medo de expor suas ideias, apenas precisam estar vigilantes no momento de se expressar, de maneira que sejam compreendidos.

Uma pesquisa realizada por alguns institutos revela que 76% de 300 grandes empresas, definem a comunicação no ambiente de trabalho como o principal motivo de fracasso de diversas atividades propostas.

Muitas empresas ainda não realizam o processo de comunicação. Alguns estudos apontam que este tipo de problema está em pequenos erros de administração na implantação da comunicação. Por exemplo, no excesso de informação; na falta de envolvimento e participação das pessoas; nas falhas de comunicação; na desmotivação e desânimo dos colaboradores; no pouco trabalho em equipe; na dificuldade de personalizar mensagens para os diferentes níveis de funcionários; etc.

Para encerrar: uma adequada comunicação no local de trabalho contribui para criar um bom clima organizacional e evita que informações sejam disseminadas de forma inapropriada.




DIOGO Cardoso
Redação e Assessoria de Imprensa na Lb Comunica,
Jornalista pela UNIP, gosta de jogar e assistir futebol, passear com a família,
rir, viajar, e ver filmes. Preza por uma vida tranquila e de fé.

6.12.2019

Dia dos namorados x relação com os solteiros




Hoje, dia 12 de junho é comemorado o Dia dos Namorados. No Brasil, a data deve sua origem ao frei Fernando de Bulhões, conhecido como Santo Antônio, que ganhou fama de “Santo Casamenteiro” por sempre destacar a importância do amor e do casamento em suas mensagens. O dia 12 foi escolhido para a comemoração aqui por ser a véspera do dia do Santo, comemorado em 13 de junho.

Para o varejo, essa data também é muito importante. O Dia dos Namorados está em 3° lugar no ranking de datas mais lucrativas, ficando atrás somente do Natal, o campeão de vendas, e do Dia das Mães. De acordo com dados do Compre&Confie, para 2019 a estimativa de vendas terá um acréscimo de 8% em relação ao ano passado, projetando a movimentação de R$ 2,3 bilhões.

Um movimento curioso que surgiu nos últimos anos durante esse período dos namorados é a realização de ações para os solteiros. Isso mesmo, para os solteiros.
Dentre eventos especificamente para os desacompanhados, promoções, e várias outras ações, as marcas estão aproveitando também a comemoração para conversar com esse público, como forma de aumentar suas vendas e estabelecer um melhor relacionamento com todos os consumidores.

Hoje, em uma sorveteria em Fortaleza, a Gelateria Iceland, está oferecendo desconto de 40% nos sorvetes e consultorias amorosas com uma psicoterapeuta transpessoal. No bar Pinella, em Brasília, vai rolar o “Pinella Parquera” , uma festa exclusivamente para solteiros, onde haverá shows ao vivo e entrega de bilhetinhos para os “crushes”.

No ano passado, o Magazine Luiza criou um perfil no TINDER e teve mais de 150 mil matches. As pessoas tinham um bom papo com a Magalu, conseguiam descontos especiais para compras nas lojas da rede, a ação gerou alta de 2000% nas vendas.


E você, o que acha sobre isso? Lembrando que os solteiros também têm um dia só seu, que é comemorado no dia 15 de agosto, quando também costuma haver uma série de ações promovidas pelas marcas, resultando em engajamento do público. 


NAYARA Queiroz
Atendimento e Planejamento na Lb Comunica,
Entusiasta da cultura pop e fã de gatos, também ama
conhecer hambúrgueres e cervejas artesanais

6.06.2019

Um começo inteligente para a sua comunicação

“Eu preciso mostrar meu trabalho, ele deve aparecer para que meus clientes vejam o que estou fazendo e demais públicos me conheçam, como outros players do mercado em que atuo, eventuais parceiros e até potenciais clientes.”

Essas são as demandas de uma enorme parcela de empreendedores, profissionais liberais, prestadores de serviço, entre outros, que estão “escondendo” o que fazem por uma questão simples: não sabem por onde começar a sua comunicação.

Então, como aparecer? E como fazer isso de forma qualificada e passar sua mensagem de uma maneira que seus públicos de interesse recebam e entendam?

A comunicação está intimamente ligada à estratégia. Podemos elaborar alguns passos para essa caminhada:

  1. Vamos pensar juntos em como você/seu negócio quer ser visto no mercado. Como alguém focado em um determinado assunto ou como alguém que faz tudo naquele setor? Uma clínica especializada em odontopediatria ou uma clínica dentária em geral? Quer que sua imagem seja de algo exclusivo, para poucos clientes, ou quer/pode atender o maior número de pessoas? Que valores/princípios norteiam sua atividade?

  1. Feito isso, vamos conhecer as alternativas para começar:
  1. Branding – O nome da minha empresa e/ou meu slogan traduzem bem minha atividade? A minha identidade visual transmite a mensagem que quero passar? Por exemplo, tenho um brasão na minha papelaria, mas não quero mais ser visto como uma empresa tradicional, clássica, mas como alguém inovador... Isso merece uma atualização;
  2. Digital – Estou nas redes sociais certas, com o vocabulário mais adequado para cada uma delas? Outras questões entram aqui: periodicidade de postagens, respostas, conteúdo. Cabe analisar o website para ver como funciona nos dispositivos móveis, como está a linguagem e o layout. Que outros recursos posso usar para me comunicar com meus públicos? Vídeos, e-mail marketing, newsletter?
  3. Eventos – Meu produto ou serviço precisa de algum tipo de evento para ganhar projeção? Como ele pode ser beneficiado com uma iniciativa como essa?
  4. Editorial – É o momento de produzir um folheto, uma apresentação impressa para determinado público? Como um livro comemorativo (exemplo, de dez anos de história da empresa) pode contribuir para a imagem do meu negócio?
  5. Campanhas para público interno e/ou externo – Como uma campanha ou uma ação temática pode contribuir para o bom clima organizacional ou para resolver alguma questão (por exemplo, fomentar o cross selling – para isso, criar uma solução personalizada para aumentar o conhecimento de tudo o que a empresa oferece);
  6. Assessoria de imprensa – Se você vê algo no jornal, na TV, em revistas, ou ouve no rádio e tem uma opinião oposta ou complementar, por que você não está na mídia? O seu trabalho, conhecimento, expertise devem ser mostrados de uma forma qualificada, em bons veículos de comunicação, com uma linguagem clara e objetiva para que sua mensagem seja compreendida por seus públicos. E com destaque sobre seus concorrentes.

  1. Do ponto zero para o ponto 1 – Saiba que não é necessário fazer tudo de uma vez! Converse com a agência para construir uma trajetória de comunicação, um passo após o outro. De novo, pensando em estratégia, é fundamental fazer uma análise cuidadosa de como começar e quais os planos para o futuro. Não é difícil, mas é preciso ter iniciativa e muita vontade, principalmente para sair da inércia, e “aparecer” da melhor forma! É a sua comunicação em questão!

ADRIANA Gordon
Coordenadora de redação da LB Comunica,
Advogada e mãe em tempo integral

5.29.2019

Podcast, uma nova forma para gerar conteúdo


Se você consome muito o meio internet com certeza está acostumado a ter informações na palma da sua mão. A internet está presente na vida da sociedade diariamente. Além das redes sociais, a plataforma de vídeos mais consumida pelo público brasileiro é o youtube. Nele, pessoas físicas e jurídicas podem montar canais e gravar vídeos com conteúdo de diversos tipos. No entanto, a ferramenta possui anúncios durante os vídeos e, por mais que seja prática, por termos acesso em qualquer lugar, não tem a função de baixar os vídeos para assistir mais tarde. Então, se esses fatores te entristecem, você tem que conhecer o mais novo concorrente desse veículo. O Podcast. 

Imagine um canal no youtube que apresenta o conteúdo que você mais gosta, mas sem anúncios e sem o vídeo em si, apenas com áudio. Ok. Talvez não tenha ficado tão claro. Imagine então várias estações de rádio, cada uma apresentando um programa com conteúdo diferente e que ainda permite que você faça download para ouvir mais tarde. Isso é o Podcast. Atualmente, o Brasil é o segundo público que mais consome essa ferramenta. Acredita-se que seja por conta da amplitude de programas presentes na plataforma e pela praticidade, tanto para quem ouve os programas, como para quem produz.

O Podcast é uma ótima maneira para se produzir conteúdo para empresas. Isso se dá pelo fato de que, por mais que haja muitos acessos de brasileiros na plataforma, há poucas empresas investindo nessa ferramenta, o que fará a empresa produtora se sobressair perante a concorrência. Sem contar que esse veículo permite programas com áudios extensos de quarenta minutos ou mais, e que não exige muita produção. Basta usar um microfone ou um gravador de áudio, diferentemente dos vídeos no youtube, que exigem iluminação, cenário, microfones e uma boa câmera.

Em relação ao consumo de conteúdo, o Podcast se torna mais prático. O usuário consegue fazer várias coisas na correria do dia a dia e ao mesmo tempo ouvir um programa na plataforma.

Agora que você já conheceu um pouco mais sobre esse novo veículo, é importante você saber que ele já vem incluso nos dispositivos IOS e, para acessar nos demais celulares ou PC’s, é só acessar alguma das duas plataformas mais conhecidas de Streaming de música no Brasil.

E aí, o que acha de fazer um Podcast para a sua empresa? Seria incrível. 




THAUANE Diniz
Atendimento na Lb Comunica,
Estudante de PP, apaixonada por comunicação e atriz aos fins de semana.

5.22.2019

Por que todos acham que podem escrever pelas marcas e empresas?


Em tempos de redes sociais, todos têm voz, mas nem todos sabem como usá-la.

A internet vive uma de suas fases mais intensas: a apropriação da liberdade de expressão. Mas nem todos se deram conta ainda de como esse direito funciona e, muito menos, até onde ele pode chegar.

Atualmente, é muito comum se ter uma conta nas redes sociais. Ela representa sua existência no mundo virtual. O que muitos ainda não entenderam é que os limites online estão diretamente ligados aos limites off-line. E é aí que mora o perigo. Ele se potencializa quando estamos lidando com marcas e empresas. Todo cuidado é pouco.

É bem verdade que você pode usar sua liberdade de expressão para falar e compartilhar dentro das plataformas virtuais. Porém, algumas pessoas, principalmente diretores e fundadores de empresas, consideram que isso também possa ser feito nas páginas de suas empresas e marcas. Perfis pessoais não são a mesma coisa que páginas públicas, por mais que as pessoas tenham a tendência de acreditar nisso.

Daí, o cuidado que todo profissional de comunicação, em especial aqueles social medias que possuem diversas contas para cuidar, têm. O jeito de expressar uma informação pode ser determinante em uma rede social. E um deslike não significa apenas menos um, como pode representar em um perfil pessoal. Isso mostra uma pessoa que deixou de consumir aquilo que a marca fornece ou vende, reflete em uma cadeia que pode terminar em dinheiro a menos para a empresa.

Uma palavra mal colocada em uma página tem impacto fora dela, no mundo real. Diferentemente de um perfil, o off-line sempre captará a mensagem, o que pode ocasionar problemas. Analisando tudo isso, fica claro que nem todo mundo consegue tomar conta de uma página pública, mas por que, mesmo assim, todos acham que podem escrever pelas páginas de empresas e marcas? 
LETÍCIA Rizzo
Assistente de Redação na Lb Comunica,
Amante de bons livros e viagens apaixonantes.

5.15.2019

Relações Públicas e o Terceiro Setor

As ações sociais hoje em dia têm sido uma tendência que vem crescendo consideravelmente nos últimos anos, abrangendo o primeiro setor (governo), o segundo setor (privado) e o terceiro setor (social).
O terceiro setor constitui-se de organizações criadas por iniciativas de cidadãos com o objetivo de prestar serviços ao público, tudo sem fins lucrativos. Isso não isenta o governo de suas responsabilidades, afinal, eles devem somar esforços, já que o terceiro setor é uma mistura dos princípios dos setores público e privado.
O profissional de Relações Públicas foi primordial para a contribuição da humanização da sociedade, a intercomunicação entre os diversos públicos e a compreensão mútua dos mesmos junto a organizações e suas diversas naturezas. Apesar de ser uma profissão ainda recente no Brasil, possui bases sólidas apoiadas em sociologias eficientes para o bem do ser humano, com fundamentação de igualdade de ideologias, para uma sociedade que deseja ter um desenvolvimento gradativamente melhor nos próximos anos.
Com certeza o papel do Relações Públicas hoje dentro das ONGs é fundamental para o sucesso da mesma, pois, além de ter uma formação que estuda questões a respeito de responsabilidade social e sustentabilidade, o mesmo possui o domínio e o subsídio para conversar com todos os públicos, se tornando muito mais viável para questões como fazer o planejamento, captar recursos, atingir diferentes públicos e alcançar os objetivos das organizações do terceiro setor. Sua função é extremamente essencial, facilitando o entendimento sobre o papel das organizações na sociedade atual. Sustentabilidade, responsabilidade social, maus tratos aos animais, cada nicho exige uma linguagem específica para que haja o entendimento das partes interessadas. O problema é que a maioria das instituições sem fins lucrativos não tem condições de manter um profissional atuante, o que pode dificultar na obtenção de resultados para suas ações.
Dentro das organizações privadas, o Relações Públicas tem a mesma importância, porém, seu foco sempre será trabalhar a imagem da empresa para com a sociedade, responsabilidade social, relacionamento, parcerias, apoios, patrocínios e eventos, buscando sempre o aumento de credibilidade e a maximização de resultados das companhias. Podemos dizer que um bom RP seria capaz de fazer com que todos os setores trabalhassem alinhados, criando uma engrenagem fluida para a sociedade.
As ONGs podem suprir necessidades que o governo não consiga atender. Por outro lado, o governo pode fornecer os incentivos para que, por fim, as empresas privadas possam auxiliar o terceiro setor na conquista de seus objetivos. Porém, manter uma comunicação harmônica com os três setores e o público com certeza não é uma tarefa fácil, visto que os interesses muitas vezes são diferentes.
As inúmeras transformações do século XX nos fizeram deparar com o crescimento das desigualdades sociais e com a constatação de que o Estado tem sido ineficaz como promotor da justiça social. Da mesma forma, discutimos nossa condição de cidadãos e nossos esforços para a construção da cidadania.
É nesse contexto, marcado pela impotência do sistema e pela crescente conscientização da sociedade civil, que se observa uma grande movimentação da população, organizando-se em movimentos, entidades, sindicatos e associações vinculadas a causas e problemas sociais. Essa movimentação fez surgir o Terceiro Setor.
           Discutir a ação de Relações Públicas no contexto do Terceiro Setor, conferindo a esta profissão uma dimensão comunitária a favor de novos públicos, implica o estudo de algumas questões importantes como: cidadania, participação, comunicação, etc. Neste sentido, direcionamos esta reflexão buscando um suporte para o entendimento desta ideia.
BEATRIZ Humphreys
Atendimento e Planejamento na Lb Comunica,
RP, 24 anos. Ligada ao mundo da tecnologia e engajada em causas sociais.

5.08.2019

Grandes clássicos voltam aos cinemas



Não é de hoje que o cinema hollywoodiano cria remakes, reboots ou adaptações dos grandes clássicos cinematográficos, porém nesses últimos anos a frequência dessas filmagens se tornaram frequentes, às vezes atraentes e outras vezes criticadas pelo grande público.
Atualmente podemos ver que grandes clássicos como Dumbo, Rei Leão, Aladdin e até Pokémon voltaram às telonas, mas em um formato totalmente diferente do original, quando eram desenhos iguais aos livros e HQ’s infantis. Será que os filmes terão sucesso igual ao atingido nos anos 80 e 90? Faço essa indagação pois muitas vezes grandes clássicos do cinema acabam sendo destruídos com esses remakes, reboots e adaptações. Um exemplo é o filme Psicose de 1998, uma refilmagem muito mal feita em comparação ao original do diretor Alfred Hitchcock de 1960. Mas muitos acabam caindo nas graças do público e, quando isso acontece, é sucesso de bilheteria.

Por que será que os clássicos estão voltando com tudo aos cinemas? Seria a falta de novas ideias ou de personagens que chamem tanto a atenção para serem um grande sucesso? Acredito na última hipótese. Atualmente não vejo novos personagens que agradem tanto como os antigos, até mesmo para o público mais jovem.
Podemos notar também que muitos atores dos anos 70 e 80 praticamente tiveram que voltar às telas pela escassez atual de filmes de sucesso de ação e suspense. Podemos citar como exemplos Arnold Schwarzenegger, com o lançamento do novo filme Exterminador do Futuro, e Sylvester Stallone, encerrando a franquia Rambo, filmes que teoricamente tinham sido finalizados e voltarão em 2019 com grandes expectativas dos fãs de ambas as franquias.

Atualmente, com o crescimento das mídias digitais, o alcance para a divulgação desses filmes com toda a certeza será maior do que na época do primeiro lançamento, e claro, há uma expectativa muito maior de público e crítica comparada com a do século passado. Hoje em dia as grandes produtoras divulgam os primeiros teasers via rede social (Twitter, Facebook e YouTube). O trailer do novo Rei Leão é um grande exemplo: em 24 horas, o vídeo obteve 224 milhões de visualizações, até então o mais assistido da história da Disney, ficando somente atrás do trailer de Vingadores: Guerra Infinita da Marvel, um número que jamais seria atingido com meios de divulgação da época, os anos 90.

Sites que abordam o mundo cinematográfico realizam lives nas redes sociais, comentando trailers, interagindo com o público e, assim, criando mais expectativa nos fãs, fazendo com que sintam mais vontade de ir ao cinema. Uma ótima publicidade gratuita para as produtoras que, de certa forma, geram mais receita de bilheteria.

Essa grande divulgação que existe nos dias de hoje reforçam o fato de que a popularidade desses clássicos nunca acabou. Sempre se tornaram referências nas vidas das pessoas e, com toda a certeza, continuarão por muitos anos sendo lembrados mesmo com milhares de novas versões e formatos, constantemente se adaptando à nova realidade cinematográfica, conquistando novos fãs e, claro, críticas e elogios. Vamos aguardar e torcer para que os filmes sejam tão bons quanto os originais.

GUILHERME Boleiz
Criação na Lb Comunica,
Fanático pelo Palmeiras e viciado em cinema, a academia é minha segunda casa.

4.30.2019

A obsolescência e a publicidade

Você já deve ter notado que os produtos mais novos, especialmente eletrodomésticos, eletroeletrônicos e eletroportáteis, possuem uma durabilidade cada vez mais questionável. Itens que antes tinham vida útil de aproximadamente 10 anos, hoje, costumam apresentar falhas bem antes disso.

Se você já reparou nisso, deve estar se perguntando: mas com tanta tecnologia à nossa disposição, como é que os aparelhos tendem a ficar mais frágeis ao invés de melhorarem a sua durabilidade com o tempo?

A resposta vem em dois segmentos diferentes. O primeiro tem um nome difícil, mas é bem simples de entender. Podemos chamá-lo de obsolescência programada. As grandes indústrias têm um objetivo comum: gerar lucro. E, com métodos de produção em massa que garantem um número máximo de produtos no tempo mínimo possível, é preciso estimular as pessoas a continuarem consumindo incessantemente para que a roda de produção nunca pare. É aí que entra a nossa, não tão querida, mas constante, obsolescência programada. As indústrias produzem objetos cada vez mais descartáveis, com vida útil reduzida ou com novos atributos de maneira intencional, para que o consumidor veja o atual como antigo e, dessa maneira, sempre mantenha o ciclo do consumo ativo.

A publicidade também é uma peça chave nesse sistema. É ela que apresenta ao consumidor de maneira sedutora as novidades dos mais variados produtos, causando a ânsia de possuir no seu receptor. Todos os dias, a publicidade nos mostra que, ao adquirir determinado item, alcançaremos uma sensação ilusória de felicidade e bem-estar. Entretanto, tão logo é lançada a versão nova deste produto, que acabamos voltando ao estado de insatisfação inicial.

Esse consumismo exagerado gera resíduos, que, na maioria das vezes, não são descartados da maneira correta e podem prejudicar o ambiente que vivemos a curto e longo prazo. Como disse Serge Latouche, no documentário Obsolescência Programada, "vivemos numa sociedade em crescimento, cuja lógica não é de crescer para satisfazer as necessidades, e sim crescer por crescer. Crescer infinitamente com uma produção sem limites. E, para justificar esse crescimento, o consumo deve crescer sem limites".

Sendo assim, em tempos tão conturbados, é necessário rever as necessidades e consumir de maneira consciente. E a publicidade tem um papel fundamental na mudança do comportamento da massa, já que é por meio dela que inserimos novos hábitos em nosso cotidiano.
WEVERTON Moreira
Criação na Lb Comunica,
Mineiro perdido no caos de SP, fã de música, cinema e outras culturas.

4.24.2019

As oportunidades do aprendizado a distância



Se a falta de tempo, a rotina intensa de trabalho, os valores e a distância quase te fizeram desistir de estudar, você provavelmente já pensou em outras possibilidades para continuar se atualizando. Hoje, graças à internet, isso não é mais um grande problema.

Mas acontece que muitas pessoas ainda continuam relutantes quando se trata de cursos EaD (Educação a Distância). Como exemplo pessoal, ainda que eu tenha tido acesso à internet relativamente cedo e utilizado da mesma para pesquisas e complemento da minha vida escolar, nunca de fato dependi do ensino 100% fora da sala de aula, até que nos últimos anos decidi dar uma chance para essa nova experiência.

Logo de início é possível notar diferenças nos dois tipos de ensino. Estudar a distância apresenta menores despesas financeiras, porém exige muita dedicação e organização, afinal as aulas estão ali e você é o responsável por programar seus horários de estudo.

Apesar de toda a autonomia, estudar a distância não significa ter menos contato com professores e outros alunos. Muitas plataformas de ensino contam com hangouts (aulas ao vivo em turma via conferência por vídeo), uso de chats diretos com professores e salas de discussão de cada aula para troca de experiências.

O EaD se mostra muito valioso quando se quer ter o primeiro contato com novas áreas ou quando se deseja obter aperfeiçoamento e atualização no próprio meio. Hoje, é fácil encontrar cursos de extensão e pós-graduação reconhecidos pelo MEC.

Vendo por outro lado, a educação a distância pode ser também uma ótima oportunidade para quem pretende dar aulas. Plataformas digitais para cursos livres dão liberdade para que os profissionais criem conteúdo nos mais variados temas, gravando aulas com baixo orçamento.


Ou seja, um curso online demanda baixo custo para quem o produz e para quem o consome, sendo assim, uma ótima maneira de ganhar dinheiro e conhecimento.



KAROLINA Barros
Criação na Lb Comunica, 
Curte ouvir variados estilos de música e adora podcasts